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Finanças descentralizadas, um sistema novo e mais seguro

A execução dos smart contracts é uma gota no oceano financeiro, mas, no futuro, terá condições para se tornar em algo muito mais significativo. Esta é a nova era das finanças descentralizadas.

Um caso de estudo

Por instantes, vamos imaginar que somos donos de uma pequena agência de imobiliário nos Estados Unidos com capital insuficiente para alguns negócios de elevado potencial/valor que nos permitiria crescer como empresa neste ramo.

Tradicionalmente, poderíamos recorrer a empréstimos para angariar o capital. No entanto, apesar de até poder ser um bom negócio e com um risco reduzido do ponto de vista bancário, para investimentos relativamente grandes em relação ao que é a dimensão financeira de uma pequena empresa, torna-se difícil – ou mesmo impossível – conseguir o financiamento necessário devido aos critérios subjacentes a esses mesmos empréstimos.

Imaginemos, agora, que somos um investidor imobiliário em Portugal com capital para investir e até teríamos interesse em diversificar o portefólio de investimentos imobiliários para outros países. Existem diversos entraves à concretização deste passo desde burocracia, logística, cultural, legal, entre outros, que podem tornar este tipo de negócios, à partida atrativos, em negócios com rendimentos pouco atrativos ou mesmo irrealizáveis.

Blochchain e Smart Contracts: a influência nas finanças descentralizadas

Estas duas situações imaginárias coexistem atualmente, sendo agora possível utilizar tecnologias assentes na blockchain e na execução de smart contracts para juntar estas duas realidades e remover os pontos de fricção de ambas as partes.

A imobiliária faz a gestão processual e burocrática no seu país de origem e no qual está habituada a lidar com questões imobiliárias. De seguida, e assegurando a conversão do dinheiro pago, por exemplo, por um inquilino para criptomoedas, pode utilizar um código (smart contracts) que possibilita a angariação de financiamento de forma fracionada e que também garante a distribuição equitativa do rendimento aquando de uma futura transação do imóvel para outro comprador ou no caso de um aluguer a distribuição equitativa do valor mensal por todos os donos das frações nas corretas proporções.

Adicionalmente, como investidores podemos a qualquer momento "vender” as nossas frações a uma terceira parte sem que para isso tenhamos de justificar ou notificar.

Desta forma completamente descentralizada e com o mínimo de fricção possível, começam a surgir plataformas como a Real.co que aproximam e respondem aos problemas das partes envolvidas.

Sendo certo que neste e noutros projetos assentes na blockchain existem ainda muitas "pontas soltas” que representam problemas sérios e ainda sem resposta à vista, a verdade é que estes protótipos em produtivo começam a demonstrar o possível potencial das finanças descentralizadas. Estão criadas as condições para o surgimento de novas oportunidades de negócio que estavam até ao momento inacessível ou eram de todo irrealizáveis, acrescentando assim valor a toda uma "nova” economia.

Centralized vs Decentralized Exchanges

Uma das mais interessantes disputas em 2020 que aconteceu ao nível das "casas de câmbio” de criptomoedas. 2020 foi o ano em que as DEX ganharam um novo relevo com um volume de transações diárias a chegar aos 500 milhões de dólares.

Ao contrário das CEX, as DEX assentam na execução de smart contracts para efetuar as transações, código este que é público e que qualquer interessado pode auditar, validar e se quiser espoletar o processo de execução dos smart contracts a partir do seu próprio computador. O grande entrave a uma ainda maior adoção reside nos limites e falta de escalabilidade da rede Etherum (ETH), na qual assentam e que no período de maior utilização de rede acarreta custos muito significativos por transação, podendo tornar o negócio de transação das moedas pouco profícuo.

Rede Ethereum

Neste momento, um dos pilares da economia descentralizada assenta na rede Ethereum, que foi a primeira a contemplar a execução de smart contracts em um formato acessível. No entanto, a rede assenta sobre algoritmos (POW) que tornam a execução desses mesmo contratos cara e lenta em momentos de sobrecarga da rede. Na sua essência e de forma abstrata, existe um grave problema de escalabilidade na rede.

Após anos de desenvolvimento e atrasos significativos, o deployment da versão 2.0 começa finalmente a ganhar forma com a conclusão da primeira milestone no início de dezembro, de um total de seis planeadas até meados de 2022.

Esta nova versão irá aumentar consideravelmente a escalabilidade da rede, na qual irá resultar uma mais rápida e eficiente execução dos smart contracts e, por consequência, numa redução significativa no custo de execução dos mesmos. À partida e após a chegada da versão 2.0, aquilo que neste momento é uma gota no oceano financeiro, terá condições para se tornar em algo muito mais significativo.

Non-fungible tokens (NFTs)

Tratam-se de artefactos digitais que possuem características próprias, sendo caracterizados por ser únicos, indivisíveis e eventualmente raros. Por exemplo, não podemos enviar/vender parte de um bilhete para um concerto, porque esse bilhete é único e indivisível, sendo que um bilhete para um concerto pode ou não ser raro.

Para o caso de "NFT’s” raros, podemos fazer um paralelo com escrituras de terrenos/casas reais em que o título de "ownership” de propriedade está associado a um registo único e digital. Dessa forma, esse registo digital tem um valor associado ao valor dado às características desse mesmo bem material.

All Time High da Bitcoin

All Time High da Bitcoin – máximos históricos de valor de mercado para a Bitcoin foram atingidos em 2020. O mercado de criptomoedas continua a dar passos largos na sua expansão para o nosso quotidiano. Vejamos, por exemplo, o caso da disponibilização da funcionalidade para compra e venda de criptomoedas na maior empresa de pagamentos online, a PayPal.

Outros não tão visíveis (publicamente) como fundos de investimento continuam aos poucos a "apostar” nesta área. Isto e muitas outras variáveis fizeram o preço da BTC disparar para valores nunca vistos. No entanto, o risco continua a ser enorme para os investidores e a volatilidade continua a ser ainda uma das principais características associadas às criptomoedas

Finanças descentralizadas, um mundo de possibilidades

NFT’s, ETH 2.0, DEX vs. CEX, BTC ATH são apenas um pequeno retrato de tudo aquilo que se passou de mais relevante em 2020 no mundo da DeFi - "decentralized finance”.

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